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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

NOTA - AULAS SUSPENSAS POR CAUSA DA INSEGURANÇA

A Faculdade São Francisco de Barreiras -FASB suspendeu as aulas do periodo norturno até que os policiais militares retornem às atividades.

PM FURA BLOQUEIO DA FORÇA NACIONAL E SSP REGISTRA 89 MORTOS DESDE INÍCIO GREVE

Um policial militar furou o cerco montado por homens do Exército e da Força Nacional ao redor da Assembleia Legislativa da Bahia por volta das 6h50 desta segunda-feira, e juntou-se aos grupo de PMs em greve que estão acampados no prédio desde a semana passada.
Após furar o cerco, o policial foi perseguido por um policial da Força Nacional, que desistiu da perseguição após um grupo de grevistas correr em direção ao colega, que foi recebido com saudações e gritos pelos grevistas.
Ao ver o filho ser perseguido, Arlete Meireles de Araújo, 51, entrou em desespero. Ela tentou invadir o cordão de isolamento e começou a gritar. “Não queremos uma nova Canudos, queremos nossos filhos vivos”.
Arlete disse também que o filho é policial militar e que todos os grevistas estão em missão de paz e defendendo seus direitos. “Não são baderneiros, são pais de família”.
Outra mulher chegou a se ajoelhar diante do cordão de isolamento. Segurando uma criança no colo e uma bíblia na mão, a mulher implorava para entrar na Assembleia porque o marido é um dos grevistas. Como não foi permitida a entrada, ela cobrou aos gritos a presença do governador: “Cadê o o Jacques Wagner que não está aqui?”.
Familiares e policiais em greve com crianças estão do lado de fora do cordão de isolamento gritando e discutindo com os militares. Grevistas disseram que estão chamando policiais militares do interior para engrossar o número de grevistas.
Exército participa de cerco a Assembleia Legislativa da Bahia; PMs em greve permanecem no local 
Exército participa de cerco a Assembleia Legislativa da Bahia; PMs em greve permanecem no local – Foto: Fabio Isamo Guibu/Folhapress Foto: Fabio Isamo Guibu/Folhapress
CERCO
O cerco à Assembleia começou no fim da madrugada e, segundo o Exército, tem o objetivo de isolar os manifestantes para depois executar mandados de prisão e esvaziar o prédio. A luz do local foi cortada na noite de ontem, que, de acordo com os grevistas, tem mulheres e crianças de PMs acampados.
Os jornalistas são mantidos a 100 m de distância do local. No entanto, a reportagem da Folha viu urutus (veículo blindado de cerca de 15 toneladas, armado com metralhadora) se movimentando nas proximidades e a chegada de um urutu. O clima é de extrema tensão.
No início do cerco, os grevistas se reuniram no pátio da Assembleia, acompanhando a ação e passando instruções aos manifestantes utilizando um carro de som. Os manifestantes cantavam o hino nacional e acenavam com as mãos para os policiais, gritando: “Vem! Vem! Vem!”.
O assessor do soldado Marco Prisco Caldas Nascimento, líder dos grevistas, Valdeck Filho, disse à reportagem que os militares se encontram a 50 m da assembleia e que a estratégia dos manifestantes é resistir até o fim. Nervoso, declarou “Vai acontecer uma chacina aqui, e o responsável é Jaques Wagner”.
Ontem, o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), deu um ultimato para que os policiais militares desocupem a Casa até a meia-noite. “Quero a Casa que eu presido de volta. Não posso permitir que o Poder Legislativo seja esconderijo de foragidos”, disse.
PRISÃO
Ontem (5), foi preso um dos 12 policiais militares grevistas que tiveram a prisão decretada na semana passada. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o PM é acusado de formação de quadrilha e roubo de um carro da corporação.
Ele é lotado na Coppa (Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental) e foi preso pelo comandante da companhia. Além de responder pelos crimes, o policial vai passar por um processo administrativo na própria corporação.

Negociação
O presidente da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares do Estado Bahia (Aspra), Marco Prisco, e os policiais filiados à entidade, esperam espaço para negociação das pautas reivindicatórias com representantes do governo do estado. A palavra é negociação, disse Prisco no sábado (4), na sede da Assembleia Legislativa.


Autuação federal
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que já fez o pedido de reserva de vagas em presídios de segurança máxima para encaminhar, caso seja necessário, os policiais militares que tenham cometido algum tipo de crime durante a mobilização grevista, que já dura cinco dias na Bahia. Durante coletiva à imprensa, realizada na manhã de sábado (4) ainda na Base Aérea, onde desembarcou, o ministro frisou a relação que o governo federal mantém com as políticas de segurança estadual.


Pronunciamento do governador
O governador da Bahia, Jaques Wagner, tentou tranquilizar a população do estado em cerca de três minutos de pronunciamento oficial, transmitido pelas emissoras de rádio e TV por volta das 20h15 de sexta-feira (3). Ele reafirmou a “intranquilidade” vivida nos últimos dias, que tem resultado no fechamento antecipado do comércio, violência na rotina do trânsito e contra a população. “Estamos tomando providências para conter ações de um grupo de polícia usando métodos condenáveis e difundindo o medo na população, causando desordem”, afirmou.
 


FONTE: site jornal agora ms / Plenário a Notícia Agora